quinta-feira, 26 de junho de 2014

História de Novo Hamburgo

Passamos agora para a terceira fase do nosso projeto!
Vamos aprender um pouco sobre a História do Município de Novo Hamburgo para que possamos analisar e compreender melhor seu patrimônio histórico material e imaterial. Estamos muito animados para começar!
Usamos como fonte um dossiê com fotos, entrevistas e artigos sobre a História de Novo Hamburgo feito pelo Jornal NH em 2008.
Em duplas lemos os textos e procuramos resumir da melhor forma que encontramos. Também buscamos imagens representativas do assunto estudado para compartilhar com vocês.
Boa leitura!
Lembrando que sempre estamos abertos para sugestões!

Atenciosamente,
"Grupo do Patrimônio" :)


                                      


                                             

O início da colonização
  • A região onde hoje se situa o município de Novo Hamburgo era habitada por indígenas Charruas e Minuanos, que se serviam dos recursos naturais para sua sobrevivência  e viviam principalmente nas áreas dos atuais bairros Lomba Grande e São José.  
  • Os primeiros colonizadores europeus a se estabelecer na região foram os portugueses e açorianos.
  • No início do século XIX, vieram os colonizadores alemães. Autores apontam Nicolau Becker como primeiro colonizador alemão a se instalar na região.
  •  Trabalho - Inúmeras foram as dificuldades encontradas pelos alemães assim que eles se instalaram na região. Desde a hostilidade dos índios (cujo território estava sendo constantemente usurpado), falta de meios de transporte para a comercialização  dos produtos, pouco conhecimento do trato da terra (visto que boa parte dos imigrantes não provinha do campo e sim trabalhavam em zonas urbanas com artesanato e outras atividades) e a falta de apoio do governo.
Jonatas (5ºB) e Mateus (6ºA)






O surgimento de Hamburger Berg
  • Hamburger Berg foi o nome dado a primeira vila de Novo Hamburgo.
  • Os primeiros imigrantes que chegaram nesta localização foram, entre outros, Georg Meyer, Carl B. Zimmermann e Schroeder, Johann Lelling, Wagner, Baum, Trott, Trenz, Blankenheim, Kersting, Schaefer e Felipe Groehs.
  • Zimmermann e Lelling eram naturais da cidade de Hamburgo, na Alemanha, onde existia uma rua com este nome por isso o nome da localização ficou Hamburguer Berg ou (Montanhas de Hamburgo).
  • Leopoldo Petry justifica de outra forma o nome Hamburger  Berg. Em seu livro O Município de Novo Hamburgo, defende que foi criado a partir da expressão “Não esqueçam de voltar à casa do velho hamburguês”.
  •  A Lei número 1.000, de 8 da maio de 1875, elevou Hamburger Berg à categoria de freguesia e distrito de São Leopoldo, concedendo, a partir daí, a denominação de Nossa Senhora da Piedadede de Hamburger Berg. 
 Brenda (6ºB) e Matheus (6ºA)
  
       
      
     

  
        

      
       Johann Peter Schmitt
        
  • Natural de Bechenhein Hessen, na Alemanha, Johann Peter Schmitt  veio para o Brasil com 24 anos, de navio, o que levou mais de quatro meses. Chegou em São Leopoldo,em 31 de dezenbro de 1825, com sua família.
  • Johann construiu sua própria riqueza. 
  • Com a morte de sua mãe, em 1827 a família se desmembrou.
  • Johann comprou a casa de Luis Kerstinr em Hamburger Berg em 1830. Se casou com Anna Barbara Blauth, com quem teve 4 filhos.
  • Quando Anna morreu, Johann  se casou pela seguda e última vez com Katharina Keiper, com quem teve 16 filhos.
  • Johann  morreu aos 67 anos.

Larissa (7º B) 




A casa dos Schmitt

   
Construída na primeira metade do século XIX, a casa do imigrante alemão Johann Peter Schmitt, que chegou por volta de 1830, é um dos exemplares da arquitetura enxaimel mais antigos do Rio Grande do Sul.



A casa Schmitt-Presser, como é chamada hoje, abriga um museu comunitário, aberto a exposições e manifestaçôes artísticas.

Foi a primeira  construção  em estilo enxaimel  de Hamburgo  Velho, sendo a residência da família e armazém de secos e molhados, onde, por muitos anos,  podiam ser comprados  produtos de armarinho, drogaria, papelaria, e ferragens. 



O local  também era utilizado como salão de festas e ponto de encontro para colonos de Feliz, Dois Irmãos, Picada Café e outras localidades.

Após a morte do imigrante, sua esposa continuou administrando a venda, mais tarde, o prédio foi alugado para ser utilizado como padaria(Padaria Reiss), e anos depois também foi loja (Loja Presser), que era  o sobrenome do marido de uma das netas de Johann Peter, por isso hoje, transformada em museu comunitário,ela é chamada de Schmitt-Presser.


Merylin (6ºB)

                 
   

  A EMANCIPAÇÃO   
                                                     
  • DESDE A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA EM 1889 JÁ VINHA-SE PENSANDO NA EMANCIPAÇÃO DE NOVO HAMBURGO. A INSATISFAÇÃO DOS MORADORES ESTAVA CENTRADA BASICAMENTE NA MÁ ADMINSITRAÇÃO DE SÃO LEOPOLDO QUE DEIXAVA AS NECESSIDADES DOS DISTRITOS EM SEGUNDO PLANO.
  • EM 1920 UMA PONTE SOBRE O ARROIO  LUIZ RAU FOI CONSTRUIDA  MAS A INTENDENCIA DE SÃO LEOPOLDO NÃO AUTORIZOU O PAGAMENTO, O QUE CAUSOU INDIGNAÇÃO EM JACOB KROEFF NETO E PEDRO ADAMS FILHO.                      
  • NO DIA 20 DE AGOSTO DE 1926 ACONTECEU UMA CONCENTRAÇÃO POPULAR QUE LOTOU O ENTÃO   CINEMA CARLOS GOMES.
  • FOI UM ATO QUE MAIS  UMA VEZ DEMONTROU A VONTADE DOS HAMBURGUENSES EM  SE SEPARAR DE SÃO LEOPOLDO.
  • O RESULTADO DE TODA ESTA MOVIMENTAÇÃO RESULTOU, FINALMENTE, NA ASSINATURA DO DECRETO DE CRIAÇÃO DA CIDADE DE NOVO HAMBURGO.
SUELEN e  GABRIELI (5º A)

                        



  Da cura caseira  ao atendimento profissional  

  • A  possibilidade de se construir um hospital em Novo Hamburgo surgiu em 1927 no mesmo ano da emancipação. A população  crescia muito e era necessário investimento na área da saúde.
  • As  irmãs Maria Prisca Motzki e Maria  Estefanel Schneider da Congregaçao de Santa Catarina chegaram a São Paulo em Janeiro de 1930 e trabalharam para a abertura do hospital. 
  • A inauguraçao do Hospital Regina ocorreu no dia 24 de fevereiro no mesmo ano, com uma grande festa da comunidade. Alguns meses depois outras irmãs vieram para Novo Hamburgo para auxiliar as outras.
  • As pessoas só iam ao  hospital em casos muito graves e os bebês nasciam  em casa  o que tornava o movimento do hospital muito baixo então as irmãs decidiram abrir uma casa para as pessoas que quisessem pernoitar ou tirar férias pois as  dívidas precisavam ser pagas .  

Gabrielly (6ºB) e Marcos (5ºB)

              

 O início do  processo  Educacional
  • Quando os imigrantes alemães chegaram ao Brasil,  no século 19, o sistema educacional era muito precário.
  • Os colégios particulares espalhados pelo Brasil e que funcionavam em regime de internato ou semi-internato eram frequentados apenas pela classe alta.
  • Logo que chegaram ao vale do Sinos, os alemães tinham muito  trabalho pela frente  e isso fez com que as crianças tivessem pouco tempo para estudar, afinal, tinham que ajudar na roça.
  • A unidade Pindorama, hoje pertence à instituição Evangélica de Novo Hamburgo, foi a primeira escola do Município.
  • A população local tinha construído uma Igreja de madeira reforçada com pedras, que serviu como escola no começo.

      




 

         




  

        

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Entrevista com dona Geni - Moradora do Bairro Canudos







Transcrição


                    Entrevista com Dona Geni Maria Lasta Moreira 02/06/2014

Projeto Patrimônio: Senhora Geni há quanto tempo você mora no Bairro Canudos ?

Senhora Geni: 28 anos

Projeto Patrimônio : E o que a senhora poderia nos contar sobre como era o bairro na ocasião em que a senhora se mudou para cá?
Senhora Geni: Não tinha rua, era só um trilho cheio de valo, no meio tinha um arroio... Não tinha rede elétrica, não tinha luz, os moradores foram vindo puxando um a um até conseguir chegar cada um na sua casa, e os poços (…) a gente foi mandando furar, cada morador tinha o seu... Continuam tendo ainda... todos os que mandaram furar, o residencial Mundo Novo não estava pronto ainda... Que já tinha sido iniciado...

Projeto Patrimônio: Mas não tinha água encanada? Vocês se ajudavam, assim, o pessoal precisava de água tirava do poço?

Senhora Geni: Sim, tinha aquelas bombas manuais de bombar água e dai a gente vinha pegando de um a um cada morador vinha vindo e se emprestando água, a gente puxava de balde até furar o poço, até comprar motor e assim foi a nossa trajetória da rua. Depois veio acostamento, né? Um tempo mais comum, tinha área verde no outro lado do arroio que construiram há uns 10 anos pra cá que vieram construir.

Projeto Patrimônio : E como é que era o arroio naquela época?

Senhora Geni: É ele não tinha essa taipa... Era cada vez mais enchenche e parece que passando o tempo está subindo cada vez mais.

Projeto Patrimônio: Então foi o processo de urbanização aqui do bairro que acabou causando as enchenches?

Senhora Geni : Eu acho. Não sei se é inpressão minha mas quando eles colocaram a taipa dos  dois lados, da a inpressão que vai vir a enchente cada vez mais.

Projeto patrimônio: Como a senhora percebeu as transformações pelas quais o bairro passou no decorer dos anos (o tamanho da população, comércios, indútrias, a natureza se era preservada)?

Senhora Geni: Sobre as indústrias, tinha bem mais do que hoje, a maioria das empresas já fecharam como Irmãos Müller não existe mais a Via Uno só tem uma parte.

Projeto patrimônio: Isso foi da crise do calçado que houve?
Senhora Geni: Os calçados Centenário, Eneri. Isso tudo tinha e agora não tem mais...

Projeto patrimônio: Hoje só tem trabalho em comércio (mercados,lojas) eu acho que em calçado enfraqueceu bastante...

Senhora Geni: Eu acho que em calçado enfraqueceu bastante.

Projeto patrimônio: E no decorrer dos anos fazer compras no no mercado, o transporte, segurança saúde, em que lugares as pessoas trabalhavam, as crianças, escolas como a senhora via o dia-a-dia do bairro?

Senhora Geni: Das escolas a Anita Garibaldi já tinha, e depois de um tempo veio a escola Machado de Assis. E os mercados, o comércio veio ficando mais perto da gente. E no decorrer, o posto [de saúde] do Mundo Novo ficou muito bom, porque nós dependíamos do postão de Canudos. bMas quando queria tirar uma ficha tinha que ir de madrugada. E depois que veio a UPA, não dava para contar muito.

Projeto Patrimônio: É muito recente... Antes vocês tinham atendimento aqui no bairro ou tinha que ir para o centro?

Senhora Geni: Não, tinha a antiga (se bem isso foi a uns 7 anos atrás), ali o antigo pavilhão da Igreja. E depois foi desmanchado  e os médicos foram para Canudos.

Projeto patrimônio: Em relação da Viação Hambrurguesa tinha disponibilidade de horários de onibus?

Senhora Geni: Sim, só que era de meia em meia hora, mas hoje é de 15 min em 15min.

Projeto patrimônio: E as ruas eram asfaltadas?

Senhora Geni: Nem todas. A rua Alicia Müller não era asfaltada, era só um trilho.

Projeto Patrimônio: As relações entre os vizinhos? Continua o mesmo?
Senhora Geni: Sim, o mesmo!

Projeto Patrimônio: Todos se conhecem... Vê a trajetória da família...
Senhora Geni: Sim, é, tinha uma área verde e foi vindo as pessoas, mas não tenho o que reclamar...


Entrevista com o senhor Elio - morador do Bairro Canudos



Transcrição
Entrevista com o senhor Elio Darci Lamb no dia 15 de maio de 2014-05-21
Projeto Patrimônio : Sr. Elio? Há quanto tempo o senhor mora aqui no Bairro Canudos?
Senhor Elio: Desde 77.
Projeto Patrimônio: 1977? O senhor pode nos contar como era o bairro na ocasião em que o senhor veio morar aqui... Não sei se o senhor já vivia aqui desde sempre...
Senhor Elio: Sim (...) um dos primeiros moradores de Canudos ali na Karl Shmitt.
Projeto Patrimônio: Um dos primeiros moradores na Karl Schmitt?
Projeto Patrimônio: Como é que era o bairro?
Senhor Elio: O bairro? Calmo, né? Como (...) até hoje... Tudo tranquilo. E... no caso de hoje é melhor ainda, a cidade tem mais conforto, né?... do que antigamente. Não tinha asfalto, não tinha nada
Projeto Patrimônio: Não tinha asfalto nenhum?
Senhor Elio: Nada, nada.
Projeto Patrimônio: Existia a população que existia hoje, a população era muito menor?
Senho Elio: Era menor, era menor a população.
Projeto Patrimônio: Como é que o senhor percebeu as transformações pelas quais o bairro passou? Quando o senhor chegou aqui o bairro estava   recém iniciando, como ele era um bairro novo... Já havia certa urbanização a prefeitura já havia aberto ruas?
Senhor Elio: Não, eram muito poucas as ruas as únicas ruas que estavam abertas era a  Karl Schmitt e a Alfredo Marotzki.
Projeto Patrimônio: Qual era a outra?
Senhor Elio: Alfredo Marotzki pertence a Vila Kunst e hoje (…).
Projeto Patrimônio: Havia comércios aqui? Indústrias?
Senhor Elio: Não, o comércio que tinha era só o pai que tinha. Naquela época o primeiro comércio que tinha era o do pai.
Projeto Patrimônio: O seu pai?
Senhor Elio: É.
Projeto Patrimônio: E o seu pai como ele se chamava?
Projeto Patrimônio: Então os Lamb, esta família, foi uma das primeiras a se estabelecer aqui no bairro Canudos?
Senhor Elio: Exatamente.
Projeto Patrimônio: As indústrias aqui do setor calçadista...
Senhor Elio: Não, aqui em baixo não eu trabalhava no Wisenthal hoje é Canudos … Wisental Canudos.
Projeto Patrimônio: Como era o meio ambiente aqui era mais arborizado, era mais mata virgem?
Senhor Elio: Era mais mato virgem que existia ali no caso do colégio de vocês ali na Machado era só mato.
Projeto Patrimônio: Ali onde é nossa escola era só mato?
Senhor Elio: E onde é o Mundo Novo hoje, no caso.
Projeto Patrimônio: O Mundo Novo … Ah o Mundo Novo é de 1985 então...
Senhor Elio: Sim, época do Machado De Assis né? Que veio junto...
Projeto Patrimônio: E o arroio? Como a gente fez a saída, observamos que o arroio esta bastante poluido, como ele era naquela época?
Senhor Elio: Naqulela época nós tomávamos banho...
Projeto Patrimônio: Dava pra tomar banho lá?
Senhor Elio: Pesca...
Projeto Patrimônio: Dava pra pescar?
Senhor Elio: E hoje não dá pra nada.
Projeto Patrimônio: O que o senhor acha que causou toda esta poluição?
Senhor Elio: Todo este esgoto, né? Por onde tu olha esgoto tem.
Projeto Patrimônio: Esgoto do Mundo Novo?
Senhor Elio: Não só do Mundo Novo, tem tambem da vila Kunz (…) Hoje é tudo locado aqui né tem o Mundo Novo que tem tratamento... mas a maior parte é jogado aqui e a fonte da água vem la de Hamburgo Velho, né?
Projeto Patrimonio: Hamburgo Velho, ele nasce lá?
Senhor Elio: Exatamente.
Projeto Patrimônio: E onde é que … o senhor sabe onde é que ele …
Senhor Elio: Acima do parcão ali (...)                                                                                                  
Projeto Patrimônio: A nascente...
Projeto Patrimonio: O que mudou no seu dia-a-dia no decorrer dos anos, as tarefas cotidianas, havia mercados poderiam ir em supermercado ou isso era muito dificil tinha que ir no centro da cidade?
Senhor Elio: Tinha mercado por aqui. Tinha o Glorinha hoje que é o Rissul, né? O mercado mais antigo que é do Wisenthal, hoje é o Rissul que era o Glorinha Supermercados e ele ate hoje existe só que o nome é Rissul.
Projeto Patrimônio: o Glorinha existia desda época que o senhor está aqui?
Senhor Elio: Antes disso era o Glorinha né (…).
Projeto Patrimonio: e Havia todos os mantimentos necessários para a população?
Senhor Elio: Tinha. O mercado mais forte que tinha era o Glorinha...
Projeto Patrimônio: E havia disponibilidade do transporte? Como era ?
Senhor Elio: Tinha.
Projeto Patrimônio: Tinha ônibus como tem hoje?
Senhor Elio: Tinha mas não tanto. Tinha menos população, né? Os ônibus que tinha era ali atrás do posto 2005 ( Nome do posto ) ali na Bartolomeu ali em cima o ônibus ia até la só, né?
Projeto Patrimônio: Era Viaçao Hamburguesa como hoje em dia ?
Senhor Elio: Isso, dai a (...) ia até a Joari, né? Antes era era a pé.
Projeto Patrimônio: A pé?
Senhor Elio : Sim.
Projeto patrimônio: Segurança. Como é que era naquela época?
Senhor Elio: Tranquilo. Podia caminhar tranquilo, hoje não é a mesma segurança de antigamente por causa da população.
Projeto Patrimônio: O senhor se sentia mais tranquilo aqui no bairro?
Senhor Elio: Sim.
Projeto Patrimônio: Podia estar de porta aberta sempre...
Senhor Elio: Porta aberta... agora a situação é complicada...
Projeto Patrimõnio: Vocẽ viveu a sua infância aqui no Bairro?
Senhor Elio: Uma parte.
Projeto Patrimõnio: Uma boa parte?
Senhor Elio: Mas eu queria voltar, mais...
Projeto Patrimõnio: E como era ser uma criança ou adolescente aqui?
Senhor Elio: Eu vim pra cá com 13 anos de idade ou 12 e vim de Santa Catarina (...)
Projeto Patrimônio: Santa Catarina?
Projeto Patrimõnio: Veio bastante migração de pessoas para essa região, né?
Senhor Elio: Muita gente.
Projeto Patrimõnio: Por que o senhor acha que aconteceu esse processo?
Senhor Elio: Por causa do calçado.
Projeto Patrimõnio: Por causa das Indústrias calçadistas?
Senhor Elio: É, e veio muita gente.
Projeto Patrimõnio: Empregos...
Senhor Elio: E que muita gente veio de fora, né?
Projeto Patrimõnio: Sim.
Senhor Elio: Por causa disso hoje tá nessa situação.
Projeto Patrimõnio: É o crecimento urbano foi uma explosão, né?
Senhor Elio: Sim claro,hoje tem emprego mais tá difícil pra trabalhar.
Projeto Patrimõnio: Conta um pouco pra gente sobre um fato algum evento marcante que aconteceu no bairro e que o senhor lembra, seja catástrofe ambiental, seja uma grande festa, uma grande comemoração, algo que existia antes e que era muito bom e que não existe mais, ou que existe desde sempre e o senhor acha bacana...
Senhor Elio: A festa é a família, nós somos 15 irmãos, uma vez até fizemos uma festa junina e uma vez caiu um avião aqui, um teco-teco.