domingo, 28 de setembro de 2014

Saída de estudos: Novo Hamburgo

No dia 11 de setembro realizamos nossa tão esperada saída de estudos para a cidade de Novo Hamburgo. Infelizmente chovia muito e não pudemos fazer todo o roteiro que tínhamos programado, no entanto, nossa visita à Igreja Luterana da Ascensão, à Fundação Scheffell e ao Museu Comunitário Casa Schmitt - Presser foram muito proveitosas! Abaixo as fotos que tiramos e os relatos dos participantes do projeto.

 
Saída de Estudos
No dia 11/setembro nós do Projeto Patrimônio e Memória fizemos um passeio (saída) de estudos para a igreja Luterana da Ascensão de Novo Hamburgo, Casa Schimitt Presser e Museu de Arte Fundação  Sheffel.
Tivemos uma palestra com o profesor Evandro Fernandes e o pastor Hardi Brandenberg. Logo após voltamos para a escola.
A parte do passeio que eu mais curti foi na igreja pois pude conhecer sobre essa religião  importante para nossa história.  
Brenda 6 ano B

 
saída de estudos
Gostei muito do passeio porque eu pude aprender coisas novas.
Lá na igreja aprendi que eles  fazem a santa ceia com um cálice e não comem pão eles comem hóstia.
E lá na igreja é só o pastor que prega e os louvores são os mesmos não tem muita graça.
Não gostei do Museu porque já tinha ido lá e já  tinha conhecido tudo sobre os quadros e etc...
Mas que pena que não pudemos ficar mais tempo.
Gostei de tudo mesmo que já tivesse conhecido o museu pois aprendi coisas novas.
Maiara 6ºB

                                                     saída de estudo
Vamos falar sobre a saida!
Estava ótimo falamos sobre coisa que nós nao sabíamos. Saímos de lá sabendo muitas coisas boas. Estava ótimo lá na igreja. A igreja é linda. O pastor Hardi Brandenberg  conversou bastante tempo conosco.  Depois fomos ao museu comunitário e à Fundação Ernesto scheffell, conversamos, tiramos fotos,   olhamos os quadros... Lá é muito bom para se aprender alguma coisas, os quadro valem muito dinhero a gente pode ver o artista ele estava lá mas já estava saindo para os seus compromissos. Mas que pena que nao pudemos ficar  mais tempo na casa Scheffell estava muito divertido e emocionante.
Jonatas 5ºB
Saída                                                                      Fomos à Igreja Luterana da Ascensão, tivemos uma palestra com o pastor Hardi,  depois fomos na Fundação Scheffell .Visitamos a casa Shimit-Presser, observamos o local. Na igreja o pastor falou da arquitetura, no museu tivemos toda a explicaçao sobre o acervo de quadros.O pastor falou que são apenas três louvores cantados na sua igreja tivemos a companhia do sr Evandro que  também palestrou. Foi uma experiência muito boa pois assim aprendemos um pouco mais sobre o patrimônio de nh.

Mateus 6 A

                   Saída
  Eu gostei de ir na casa Schimitt Presser
aprendi sobre o Luteranismo  e sobre os quadros
e todas as antiguidades e muito mais.
Marcos. 5ºB



           Relatório do passeio                       
Achei muito interessante,  pois aprendi coisas diferentes  sobre a história da nossa religião  e como  se formou  a Igreja Luterana  da ascensão tirei muitas dúvidas, sobre como se formou  essa religião,  também visitamos a fundação Scheffel e o Museu Comunitário Schmitt-Presser.
Eu já havia visitado a Fundação Scheffel tirei as  dúvidas  e aprendi sobre o Museu Comunitário  Schimitt-Presser, vimos que o estilo do museu é enxaimel e aprendemos a hitória da colonização alemã.   
Merylin - 6ºB





quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Patrimônio Histórico Material de Novo Hamburgo

Estamos ansiosos para realizar nossa saída a campo! Enquanto preparamos o passeio, podemos estudar um pouco as casas antigas de Novo Hamburgo, suas características, influências, significados. No link abaixo, você poderá acessar uma página que contém uma coleção de fotografias das de algumas casas antigas que a cidade possui.
Observe bem as fachadas, os estilos, os símbolos, os detalhes e os adornos.




quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O que é depredação do patrimônio público?

Vamos falar um pouco sobre as depredações que vêm ocorrendo na nossa escola. 
A falta de consciência sobre a importância da conservação do nosso patrimônio é uma realidade. Nos resta fazer o possível para mudar essa situação. Começamos então pelas leis. 
As informações abaixo foram extraídas do site <http://www.etecsjc.com>, data de acesso 06/08/2014.

"O que é Patrimônio Público segundo a Lei Nº 4.717/65?



É o conjunto de bens e direitos de valor econômico, artístico, estético, histórico ou turístico, pertencentes aos entes da administração pública direta e indireta. Segundo a definição da lei, o que caracteriza o patrimônio público é o fato de pertencer ele a um ente público – a União, um Estado, um Município, uma autarquia ou uma empresa pública.



O que diz o Código Penal (Lei Nº 2.848/40) sobre Dano ao Patrimônio Público?



Art. 163 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia:

Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.



Parágrafo único - Se o crime é cometido:

I - com violência à pessoa ou grave ameaça;

II - com emprego de substância inflamável ou explosiva, se o fato não constitui crime mais grave;

III - contra o patrimônio da União, Estado, Município, empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista;

IV - por motivo egoístico ou com prejuízo considerável para a vítima

Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa, além da pena correspondente à violência.



O que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Nº 8.069/90) sobre o Estudante que causar dano ao patrimônio público escolar?



Art. 116. Em se tratando de ato infracional com reflexos patrimoniais, a autoridade poderá determinar, se for o caso, que o adolescente restitua a coisa, promova o ressarcimento do dano, ou, por outra forma, compense o prejuízo da vítima.



Parágrafo único. Havendo manifesta impossibilidade, a medida poderá ser substituída por outra adequada." 

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Abaixo compartilharemos com os amigos leitores algumas fotografias que tiramos dos espaços da escola em que aparecem sinais claros de desrespeito ao bem público. 
O que podemos fazer para mudar essa situação?




                                               

sábado, 26 de julho de 2014

Filme: Narradores de Javé


Caros leitores!
Seguimos nossos estudos no Projeto... Ainda estamos trabalhando na organização do acervo fotográfico da nossa escola (árduo trabalho!) e estudando a História de Novo Hamburgo. Se tudo der certo, logo postaremos as fotos de uma grande saída de estudos pelo Município que pretendemos realizar. Só falta uns arremates! :)

Enquanto isso, também pudemos ter o prazer de assistir ao filme Narradores de Javé (uma obra cinematográfica sobre Patrimônio, História e Memória). Abaixo um link com a ficha técnica e uma boa resenha. 
Os amigos participantes do projeto juntamente com a professora deram boas gargalhadas e ao mesmo tempo se sensibilizaram, além de debater o assunto esclarecendo vários aspectos importantes sobre o patrimônio cultural material e imaterial e o trabalho do historiador.


Mais abaixo as produções artísticas interpretativas dos participantes do projeto.

Larissa 7ºB


Marcos Felipe 5ºB

Maysa 6ºC

Vitória 7ºC

quinta-feira, 26 de junho de 2014

História de Novo Hamburgo

Passamos agora para a terceira fase do nosso projeto!
Vamos aprender um pouco sobre a História do Município de Novo Hamburgo para que possamos analisar e compreender melhor seu patrimônio histórico material e imaterial. Estamos muito animados para começar!
Usamos como fonte um dossiê com fotos, entrevistas e artigos sobre a História de Novo Hamburgo feito pelo Jornal NH em 2008.
Em duplas lemos os textos e procuramos resumir da melhor forma que encontramos. Também buscamos imagens representativas do assunto estudado para compartilhar com vocês.
Boa leitura!
Lembrando que sempre estamos abertos para sugestões!

Atenciosamente,
"Grupo do Patrimônio" :)


                                      


                                             

O início da colonização
  • A região onde hoje se situa o município de Novo Hamburgo era habitada por indígenas Charruas e Minuanos, que se serviam dos recursos naturais para sua sobrevivência  e viviam principalmente nas áreas dos atuais bairros Lomba Grande e São José.  
  • Os primeiros colonizadores europeus a se estabelecer na região foram os portugueses e açorianos.
  • No início do século XIX, vieram os colonizadores alemães. Autores apontam Nicolau Becker como primeiro colonizador alemão a se instalar na região.
  •  Trabalho - Inúmeras foram as dificuldades encontradas pelos alemães assim que eles se instalaram na região. Desde a hostilidade dos índios (cujo território estava sendo constantemente usurpado), falta de meios de transporte para a comercialização  dos produtos, pouco conhecimento do trato da terra (visto que boa parte dos imigrantes não provinha do campo e sim trabalhavam em zonas urbanas com artesanato e outras atividades) e a falta de apoio do governo.
Jonatas (5ºB) e Mateus (6ºA)






O surgimento de Hamburger Berg
  • Hamburger Berg foi o nome dado a primeira vila de Novo Hamburgo.
  • Os primeiros imigrantes que chegaram nesta localização foram, entre outros, Georg Meyer, Carl B. Zimmermann e Schroeder, Johann Lelling, Wagner, Baum, Trott, Trenz, Blankenheim, Kersting, Schaefer e Felipe Groehs.
  • Zimmermann e Lelling eram naturais da cidade de Hamburgo, na Alemanha, onde existia uma rua com este nome por isso o nome da localização ficou Hamburguer Berg ou (Montanhas de Hamburgo).
  • Leopoldo Petry justifica de outra forma o nome Hamburger  Berg. Em seu livro O Município de Novo Hamburgo, defende que foi criado a partir da expressão “Não esqueçam de voltar à casa do velho hamburguês”.
  •  A Lei número 1.000, de 8 da maio de 1875, elevou Hamburger Berg à categoria de freguesia e distrito de São Leopoldo, concedendo, a partir daí, a denominação de Nossa Senhora da Piedadede de Hamburger Berg. 
 Brenda (6ºB) e Matheus (6ºA)
  
       
      
     

  
        

      
       Johann Peter Schmitt
        
  • Natural de Bechenhein Hessen, na Alemanha, Johann Peter Schmitt  veio para o Brasil com 24 anos, de navio, o que levou mais de quatro meses. Chegou em São Leopoldo,em 31 de dezenbro de 1825, com sua família.
  • Johann construiu sua própria riqueza. 
  • Com a morte de sua mãe, em 1827 a família se desmembrou.
  • Johann comprou a casa de Luis Kerstinr em Hamburger Berg em 1830. Se casou com Anna Barbara Blauth, com quem teve 4 filhos.
  • Quando Anna morreu, Johann  se casou pela seguda e última vez com Katharina Keiper, com quem teve 16 filhos.
  • Johann  morreu aos 67 anos.

Larissa (7º B) 




A casa dos Schmitt

   
Construída na primeira metade do século XIX, a casa do imigrante alemão Johann Peter Schmitt, que chegou por volta de 1830, é um dos exemplares da arquitetura enxaimel mais antigos do Rio Grande do Sul.



A casa Schmitt-Presser, como é chamada hoje, abriga um museu comunitário, aberto a exposições e manifestaçôes artísticas.

Foi a primeira  construção  em estilo enxaimel  de Hamburgo  Velho, sendo a residência da família e armazém de secos e molhados, onde, por muitos anos,  podiam ser comprados  produtos de armarinho, drogaria, papelaria, e ferragens. 



O local  também era utilizado como salão de festas e ponto de encontro para colonos de Feliz, Dois Irmãos, Picada Café e outras localidades.

Após a morte do imigrante, sua esposa continuou administrando a venda, mais tarde, o prédio foi alugado para ser utilizado como padaria(Padaria Reiss), e anos depois também foi loja (Loja Presser), que era  o sobrenome do marido de uma das netas de Johann Peter, por isso hoje, transformada em museu comunitário,ela é chamada de Schmitt-Presser.


Merylin (6ºB)

                 
   

  A EMANCIPAÇÃO   
                                                     
  • DESDE A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA EM 1889 JÁ VINHA-SE PENSANDO NA EMANCIPAÇÃO DE NOVO HAMBURGO. A INSATISFAÇÃO DOS MORADORES ESTAVA CENTRADA BASICAMENTE NA MÁ ADMINSITRAÇÃO DE SÃO LEOPOLDO QUE DEIXAVA AS NECESSIDADES DOS DISTRITOS EM SEGUNDO PLANO.
  • EM 1920 UMA PONTE SOBRE O ARROIO  LUIZ RAU FOI CONSTRUIDA  MAS A INTENDENCIA DE SÃO LEOPOLDO NÃO AUTORIZOU O PAGAMENTO, O QUE CAUSOU INDIGNAÇÃO EM JACOB KROEFF NETO E PEDRO ADAMS FILHO.                      
  • NO DIA 20 DE AGOSTO DE 1926 ACONTECEU UMA CONCENTRAÇÃO POPULAR QUE LOTOU O ENTÃO   CINEMA CARLOS GOMES.
  • FOI UM ATO QUE MAIS  UMA VEZ DEMONTROU A VONTADE DOS HAMBURGUENSES EM  SE SEPARAR DE SÃO LEOPOLDO.
  • O RESULTADO DE TODA ESTA MOVIMENTAÇÃO RESULTOU, FINALMENTE, NA ASSINATURA DO DECRETO DE CRIAÇÃO DA CIDADE DE NOVO HAMBURGO.
SUELEN e  GABRIELI (5º A)

                        



  Da cura caseira  ao atendimento profissional  

  • A  possibilidade de se construir um hospital em Novo Hamburgo surgiu em 1927 no mesmo ano da emancipação. A população  crescia muito e era necessário investimento na área da saúde.
  • As  irmãs Maria Prisca Motzki e Maria  Estefanel Schneider da Congregaçao de Santa Catarina chegaram a São Paulo em Janeiro de 1930 e trabalharam para a abertura do hospital. 
  • A inauguraçao do Hospital Regina ocorreu no dia 24 de fevereiro no mesmo ano, com uma grande festa da comunidade. Alguns meses depois outras irmãs vieram para Novo Hamburgo para auxiliar as outras.
  • As pessoas só iam ao  hospital em casos muito graves e os bebês nasciam  em casa  o que tornava o movimento do hospital muito baixo então as irmãs decidiram abrir uma casa para as pessoas que quisessem pernoitar ou tirar férias pois as  dívidas precisavam ser pagas .  

Gabrielly (6ºB) e Marcos (5ºB)

              

 O início do  processo  Educacional
  • Quando os imigrantes alemães chegaram ao Brasil,  no século 19, o sistema educacional era muito precário.
  • Os colégios particulares espalhados pelo Brasil e que funcionavam em regime de internato ou semi-internato eram frequentados apenas pela classe alta.
  • Logo que chegaram ao vale do Sinos, os alemães tinham muito  trabalho pela frente  e isso fez com que as crianças tivessem pouco tempo para estudar, afinal, tinham que ajudar na roça.
  • A unidade Pindorama, hoje pertence à instituição Evangélica de Novo Hamburgo, foi a primeira escola do Município.
  • A população local tinha construído uma Igreja de madeira reforçada com pedras, que serviu como escola no começo.

      




 

         




  

        

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Entrevista com dona Geni - Moradora do Bairro Canudos







Transcrição


                    Entrevista com Dona Geni Maria Lasta Moreira 02/06/2014

Projeto Patrimônio: Senhora Geni há quanto tempo você mora no Bairro Canudos ?

Senhora Geni: 28 anos

Projeto Patrimônio : E o que a senhora poderia nos contar sobre como era o bairro na ocasião em que a senhora se mudou para cá?
Senhora Geni: Não tinha rua, era só um trilho cheio de valo, no meio tinha um arroio... Não tinha rede elétrica, não tinha luz, os moradores foram vindo puxando um a um até conseguir chegar cada um na sua casa, e os poços (…) a gente foi mandando furar, cada morador tinha o seu... Continuam tendo ainda... todos os que mandaram furar, o residencial Mundo Novo não estava pronto ainda... Que já tinha sido iniciado...

Projeto Patrimônio: Mas não tinha água encanada? Vocês se ajudavam, assim, o pessoal precisava de água tirava do poço?

Senhora Geni: Sim, tinha aquelas bombas manuais de bombar água e dai a gente vinha pegando de um a um cada morador vinha vindo e se emprestando água, a gente puxava de balde até furar o poço, até comprar motor e assim foi a nossa trajetória da rua. Depois veio acostamento, né? Um tempo mais comum, tinha área verde no outro lado do arroio que construiram há uns 10 anos pra cá que vieram construir.

Projeto Patrimônio : E como é que era o arroio naquela época?

Senhora Geni: É ele não tinha essa taipa... Era cada vez mais enchenche e parece que passando o tempo está subindo cada vez mais.

Projeto Patrimônio: Então foi o processo de urbanização aqui do bairro que acabou causando as enchenches?

Senhora Geni : Eu acho. Não sei se é inpressão minha mas quando eles colocaram a taipa dos  dois lados, da a inpressão que vai vir a enchente cada vez mais.

Projeto patrimônio: Como a senhora percebeu as transformações pelas quais o bairro passou no decorer dos anos (o tamanho da população, comércios, indútrias, a natureza se era preservada)?

Senhora Geni: Sobre as indústrias, tinha bem mais do que hoje, a maioria das empresas já fecharam como Irmãos Müller não existe mais a Via Uno só tem uma parte.

Projeto patrimônio: Isso foi da crise do calçado que houve?
Senhora Geni: Os calçados Centenário, Eneri. Isso tudo tinha e agora não tem mais...

Projeto patrimônio: Hoje só tem trabalho em comércio (mercados,lojas) eu acho que em calçado enfraqueceu bastante...

Senhora Geni: Eu acho que em calçado enfraqueceu bastante.

Projeto patrimônio: E no decorrer dos anos fazer compras no no mercado, o transporte, segurança saúde, em que lugares as pessoas trabalhavam, as crianças, escolas como a senhora via o dia-a-dia do bairro?

Senhora Geni: Das escolas a Anita Garibaldi já tinha, e depois de um tempo veio a escola Machado de Assis. E os mercados, o comércio veio ficando mais perto da gente. E no decorrer, o posto [de saúde] do Mundo Novo ficou muito bom, porque nós dependíamos do postão de Canudos. bMas quando queria tirar uma ficha tinha que ir de madrugada. E depois que veio a UPA, não dava para contar muito.

Projeto Patrimônio: É muito recente... Antes vocês tinham atendimento aqui no bairro ou tinha que ir para o centro?

Senhora Geni: Não, tinha a antiga (se bem isso foi a uns 7 anos atrás), ali o antigo pavilhão da Igreja. E depois foi desmanchado  e os médicos foram para Canudos.

Projeto patrimônio: Em relação da Viação Hambrurguesa tinha disponibilidade de horários de onibus?

Senhora Geni: Sim, só que era de meia em meia hora, mas hoje é de 15 min em 15min.

Projeto patrimônio: E as ruas eram asfaltadas?

Senhora Geni: Nem todas. A rua Alicia Müller não era asfaltada, era só um trilho.

Projeto Patrimônio: As relações entre os vizinhos? Continua o mesmo?
Senhora Geni: Sim, o mesmo!

Projeto Patrimônio: Todos se conhecem... Vê a trajetória da família...
Senhora Geni: Sim, é, tinha uma área verde e foi vindo as pessoas, mas não tenho o que reclamar...


Entrevista com o senhor Elio - morador do Bairro Canudos



Transcrição
Entrevista com o senhor Elio Darci Lamb no dia 15 de maio de 2014-05-21
Projeto Patrimônio : Sr. Elio? Há quanto tempo o senhor mora aqui no Bairro Canudos?
Senhor Elio: Desde 77.
Projeto Patrimônio: 1977? O senhor pode nos contar como era o bairro na ocasião em que o senhor veio morar aqui... Não sei se o senhor já vivia aqui desde sempre...
Senhor Elio: Sim (...) um dos primeiros moradores de Canudos ali na Karl Shmitt.
Projeto Patrimônio: Um dos primeiros moradores na Karl Schmitt?
Projeto Patrimônio: Como é que era o bairro?
Senhor Elio: O bairro? Calmo, né? Como (...) até hoje... Tudo tranquilo. E... no caso de hoje é melhor ainda, a cidade tem mais conforto, né?... do que antigamente. Não tinha asfalto, não tinha nada
Projeto Patrimônio: Não tinha asfalto nenhum?
Senhor Elio: Nada, nada.
Projeto Patrimônio: Existia a população que existia hoje, a população era muito menor?
Senho Elio: Era menor, era menor a população.
Projeto Patrimônio: Como é que o senhor percebeu as transformações pelas quais o bairro passou? Quando o senhor chegou aqui o bairro estava   recém iniciando, como ele era um bairro novo... Já havia certa urbanização a prefeitura já havia aberto ruas?
Senhor Elio: Não, eram muito poucas as ruas as únicas ruas que estavam abertas era a  Karl Schmitt e a Alfredo Marotzki.
Projeto Patrimônio: Qual era a outra?
Senhor Elio: Alfredo Marotzki pertence a Vila Kunst e hoje (…).
Projeto Patrimônio: Havia comércios aqui? Indústrias?
Senhor Elio: Não, o comércio que tinha era só o pai que tinha. Naquela época o primeiro comércio que tinha era o do pai.
Projeto Patrimônio: O seu pai?
Senhor Elio: É.
Projeto Patrimônio: E o seu pai como ele se chamava?
Projeto Patrimônio: Então os Lamb, esta família, foi uma das primeiras a se estabelecer aqui no bairro Canudos?
Senhor Elio: Exatamente.
Projeto Patrimônio: As indústrias aqui do setor calçadista...
Senhor Elio: Não, aqui em baixo não eu trabalhava no Wisenthal hoje é Canudos … Wisental Canudos.
Projeto Patrimônio: Como era o meio ambiente aqui era mais arborizado, era mais mata virgem?
Senhor Elio: Era mais mato virgem que existia ali no caso do colégio de vocês ali na Machado era só mato.
Projeto Patrimônio: Ali onde é nossa escola era só mato?
Senhor Elio: E onde é o Mundo Novo hoje, no caso.
Projeto Patrimônio: O Mundo Novo … Ah o Mundo Novo é de 1985 então...
Senhor Elio: Sim, época do Machado De Assis né? Que veio junto...
Projeto Patrimônio: E o arroio? Como a gente fez a saída, observamos que o arroio esta bastante poluido, como ele era naquela época?
Senhor Elio: Naqulela época nós tomávamos banho...
Projeto Patrimônio: Dava pra tomar banho lá?
Senhor Elio: Pesca...
Projeto Patrimônio: Dava pra pescar?
Senhor Elio: E hoje não dá pra nada.
Projeto Patrimônio: O que o senhor acha que causou toda esta poluição?
Senhor Elio: Todo este esgoto, né? Por onde tu olha esgoto tem.
Projeto Patrimônio: Esgoto do Mundo Novo?
Senhor Elio: Não só do Mundo Novo, tem tambem da vila Kunz (…) Hoje é tudo locado aqui né tem o Mundo Novo que tem tratamento... mas a maior parte é jogado aqui e a fonte da água vem la de Hamburgo Velho, né?
Projeto Patrimonio: Hamburgo Velho, ele nasce lá?
Senhor Elio: Exatamente.
Projeto Patrimônio: E onde é que … o senhor sabe onde é que ele …
Senhor Elio: Acima do parcão ali (...)                                                                                                  
Projeto Patrimônio: A nascente...
Projeto Patrimonio: O que mudou no seu dia-a-dia no decorrer dos anos, as tarefas cotidianas, havia mercados poderiam ir em supermercado ou isso era muito dificil tinha que ir no centro da cidade?
Senhor Elio: Tinha mercado por aqui. Tinha o Glorinha hoje que é o Rissul, né? O mercado mais antigo que é do Wisenthal, hoje é o Rissul que era o Glorinha Supermercados e ele ate hoje existe só que o nome é Rissul.
Projeto Patrimônio: o Glorinha existia desda época que o senhor está aqui?
Senhor Elio: Antes disso era o Glorinha né (…).
Projeto Patrimonio: e Havia todos os mantimentos necessários para a população?
Senhor Elio: Tinha. O mercado mais forte que tinha era o Glorinha...
Projeto Patrimônio: E havia disponibilidade do transporte? Como era ?
Senhor Elio: Tinha.
Projeto Patrimônio: Tinha ônibus como tem hoje?
Senhor Elio: Tinha mas não tanto. Tinha menos população, né? Os ônibus que tinha era ali atrás do posto 2005 ( Nome do posto ) ali na Bartolomeu ali em cima o ônibus ia até la só, né?
Projeto Patrimônio: Era Viaçao Hamburguesa como hoje em dia ?
Senhor Elio: Isso, dai a (...) ia até a Joari, né? Antes era era a pé.
Projeto Patrimônio: A pé?
Senhor Elio : Sim.
Projeto patrimônio: Segurança. Como é que era naquela época?
Senhor Elio: Tranquilo. Podia caminhar tranquilo, hoje não é a mesma segurança de antigamente por causa da população.
Projeto Patrimônio: O senhor se sentia mais tranquilo aqui no bairro?
Senhor Elio: Sim.
Projeto Patrimônio: Podia estar de porta aberta sempre...
Senhor Elio: Porta aberta... agora a situação é complicada...
Projeto Patrimõnio: Vocẽ viveu a sua infância aqui no Bairro?
Senhor Elio: Uma parte.
Projeto Patrimõnio: Uma boa parte?
Senhor Elio: Mas eu queria voltar, mais...
Projeto Patrimõnio: E como era ser uma criança ou adolescente aqui?
Senhor Elio: Eu vim pra cá com 13 anos de idade ou 12 e vim de Santa Catarina (...)
Projeto Patrimônio: Santa Catarina?
Projeto Patrimõnio: Veio bastante migração de pessoas para essa região, né?
Senhor Elio: Muita gente.
Projeto Patrimõnio: Por que o senhor acha que aconteceu esse processo?
Senhor Elio: Por causa do calçado.
Projeto Patrimõnio: Por causa das Indústrias calçadistas?
Senhor Elio: É, e veio muita gente.
Projeto Patrimõnio: Empregos...
Senhor Elio: E que muita gente veio de fora, né?
Projeto Patrimõnio: Sim.
Senhor Elio: Por causa disso hoje tá nessa situação.
Projeto Patrimõnio: É o crecimento urbano foi uma explosão, né?
Senhor Elio: Sim claro,hoje tem emprego mais tá difícil pra trabalhar.
Projeto Patrimõnio: Conta um pouco pra gente sobre um fato algum evento marcante que aconteceu no bairro e que o senhor lembra, seja catástrofe ambiental, seja uma grande festa, uma grande comemoração, algo que existia antes e que era muito bom e que não existe mais, ou que existe desde sempre e o senhor acha bacana...
Senhor Elio: A festa é a família, nós somos 15 irmãos, uma vez até fizemos uma festa junina e uma vez caiu um avião aqui, um teco-teco.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Saída a campo: Bairro Canudos


Nos dias 08 e 12 de maio de 2014 realizamos duas saídas a campo. Visitamos alguns Lugares de Memória do Bairro Canudos mais significativos aos alunos participantes do projeto.
Durante o percurso pudemos observar e analisar a paisagem à nossa volta. Num mesmo espaço conviviam, por exemplo, as belezas naturais e a poluição que é um problema grave que o bairro apresenta decorrente de um processo desordenado de urbanização e a falta de consciência sobre a preservação do meio ambiente.
Também observamos o cotidiano das pessoas do bairro, paramos para perguntar sobre sua experiência de viver neste lugar e como percebia as mudanças e permanências através do tempo.
Registramos a experiência que tivemos num álbum de fotografias bastante variado: belezas naturais do bairro, detalhes pitorescos da paisagem que observávamos, os lugares que visitamos, o lixo que se acumulava nas ruas e nas áreas de vegetação e a assustadora poluição do Arroio Wiesenthal vizinho à escola.
Como o bairro tem uma extensão bastante grande (14,1 Km²), selecionamos alguns espaços de memória mais próximos da escola para visitar e analisar dentro do contexto do patrimônio e da memória que é a proposta do projeto.
Compartilhamos aqui nossos registros fotográficos dos lugares de memória que visitamos, as impressões que tivemos e nossas aprendizagens construídas.
Bom passeio!

Profª Meri Machado


No dia 12 de maio saímos em busca de conhecimentos sobre a história do  Bairro Canudos. Fomos a alguns lugares de memória.
Fomos e observamos: Arroio Wiesenthal, Parcão, Antigo Horto, E.M.E.I. Pica-Pau Amarelo e finalizamos pela rua Bartolomeu de Gusmão com um belo e bom sorvete de casquinha.
No arroio Wiesenthal observamos a poluição; em seguida, no Parcão, conversamos sobre  o passado daquele terreno; no Horto tiramos fotos; na E.ME.I. Pica-Pau observamos as paisagens; e na rua Bartolomeu de Gusmão conhecemos um pouco da história da Igreja Nossa Senhora do Rosário.
Brenda-6 ano b 

Eu não gostei  de ver  que o Bairro Canudos tem muita coisa que deve ser melhorada. As pessoas têm que  parar de jogar lixo no chão e o nosso bairro ficará mais limpo.
Também observei que há pessoas que não obecem a faixa de segurança e acabam provocando acidentes.
Jonatas 5º B

Nós saímos da escola e fomos para o caminho do Parcão, no meio do caminho paramos no arroio Wiesenthal que estava cheio de lixos em volta dele.
  Depois fomos para o Parcão, lanchamos, brincamos e tiramos várias foto.
  Fomos também na E.M.E.I. Pica-Pau Amarelo e passamos na frente da E.M.E.F.Anita Garibaldi.
 Antes de passar pelas escolas nós passamos pelo antigo Horto lá nós vimos vários lixos e vimos  até uma privada cor-de-rosa.    
 Vimos no antigo Horto várias pinhas umas abertas outras bem fechadas, elas eram lindas.
 No antigo Horto também tiramos lindíssimas fotos de lugares maravilhosos  tinha um canteirinho com flores lindas e coloridas e cheias de perfumes.     
MAISA      6C    


                                       A saída para o Bairro Canudos
Nossa saída foi muito boa. Visitamos uns lugares de memória de Novo Hamburgo como o parcão, o arroio, os condomínios do Mundo Novo, visitamos o antigo horto visitamos a escola Pica-Pau Amarelo, fotografamos os locais que passamos, ficamos uns minutos no parcão e depois  saímos. Fizemos todo resto do trajeto. Encontramos lixos jogados pelas ruas, fotografamos os problemas ambientais. Também tinha os lixos jogados no horto. Depois disso, passamos o arroio da escola Pica-Pau, passamos pela igreja Nossa Senhora do Rosário  e depois voltamos para a escola. Eu aprendi que alguns lugares que  eu vou como o parcão é um patrimonio de  Novo Hamburgo. Conheci o antigo horto que nunca tinha entrado lá. Percebi os problemas ambientais como lixos  jogados pelas ruas. Acho que as pessoas deviam se conscientizar.
Mateus de Oliveira 6 ano A                                                                                                                                                                                                                                    

            
         No dia 12 saimos em busca de memórias do Bairro Canudos buscando aprender um pouco mais sobre nosso bairro. Visitamos os seguintes lugares: a Escola Pica-Pau Amarelo pois é um lugar memorial pois lá recordamos momentos da infância que nunca vão voltar.
        Também fomos visitar a capela nossa senhora do Rósario esta igreja é um lugar memorial pois muitos cidadãos  foram batizados lá, também fomos visitar o Horto, é um lugar muito bonito onde sentimos o contato com a natureza mas também vimos muito lixo nesse neste local.
        Visitamos  o parcão, ele é muito bonito fico feliz de saber  que há uma movimentação para preservar uma área de mata virgem. Realmente as pessoas não se dão conta de como nosso bairro é cheio de memórias que são ricas em histórias e que fazem parte da nossa História.
Merylin - 6ºB





Nós saimos no dia 12/05/14 e fomos a lugares de memória como: Parcão, antigo Horto, E.M.E.I Pica-Pau Amarelo e os Arroios, a Igreja Nossa Senhora do Rosário e a E.M.E.F Anita Garibaldi.Tiramos fotos e conversamos sobre as mudanças que ocorreram nos bairros, escolas e parques. O que foi uma grande novidade para mim foi conhecer o Horto. Eu não conhecia ele e nem sabia que daria para tirar lindas fotos.
Sara – 6º b

                            Caminhada pelo bairro!
     Olá!Meu nome é Julia e hoje a gente foi visitar alguns pontos do Bairro Canudos, eu e  meus colegas do projeto percebemos muito lixo no chão, mato crescendo, pixações em prédios e escolas, e em esgotos  as pessoas botam sofas cães mortos, e aquela água suja passa por muitas máquinas para tirar as bactérias e isso faz uma viagem longa até a nossa torneira. E marcamos um encontro com uma senhora chamada Geni para nos dar uma entrevista. Depois eu e a Vitória compramos salgadinhos eu peguei 2 e a Vitória também pegou 2 e no caminho todos nós fomos comendo inclusive a professora e o guarda e então fomos na escola Pica-Pau, passeamos pela escola e depois voltamos para a Machado de Assis e enquanto alguns iam para casa, eu fiquei para o Mais Educação.
Julia - 5ºC